"O jornalismo é a melhor profissão do mundo. Precisa ser valorizado como tal. É preciso ser coordenado, dirigido, direcionado, não por burocratas e empresários que pensam a informação como mercadoria"
- Vitor Alves

- 3 de dez. de 2025
- 2 min de leitura

Ping-Pong com a jornalista Ana Veloso
Jornalista, professora da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e pesquisadora nas áreas de radiodifusão, comunicação pública e estudos antirracistas, Ana Veloso Possui graduação em Jornalismo pela Universidade Católica de Pernambuco, mestrado e doutorado em Comunicação pelo Programa de Pós-Graduação em Comunicação (PPGCom/UFPE). Atuou no Conselho Curador da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), é sócia do Centro das Mulheres do Cabo e coordena a Rede Internacional de Jornalistas e Comunicadoras com Visão de Gênero e Raça/Brasil. Desenvolve pesquisas sobre jornalismo e comunicação antirracista, relações étnico-raciais, políticas de comunicação, cidadania, feminismo e direitos humanos.
Em entrevista no formato ping-pong, Ana responde questões acerca da sua trajetória profissional e áreas que milita:
Vitor: O que te levou a escolher o Jornalismo como área de formação?
Ana: A minha disposição para a leitura e a escrita. Além da curiosidade e a vontade de investigar.
Vitor: Qual foi o principal impacto do mestrado e doutorado no PPGCOM/UFPE na sua visão sobre comunicação?
Ana: O impacto foi enorme. Me descobrir além de jornalista/pesquisadora foi muito importante para a minha carreira de docente. Um divisor de águas quanto à qualificação e fortalecimento da base teórica e visão crítica de mundo.
Vitor: O que significa, para você, coordenar a Rede Internacional de Jornalistas e Comunicadoras com Visão de Gênero e Raça/Brasil?
Ana: A Rede é muito importante para a mobilização de profissionais do setor quanto à defesa dos seus direitos.
Vitor: O que mais te motiva nas pesquisas sobre feminismo, cidadania e comunicação pública?
Ana: A vontade de investigar as dimensões das discriminações e opressões que as mulheres ainda enfrentam no campo da comunicação me movem aos estudos e pesquisas. Inclusive, para ajudar com os debates e formulações de políticas para o enfrentamento às opressões.
Vitor: Que transformações você considera mais urgentes no jornalismo brasileiro hoje?
Ana: O jornalismo é a melhor profissão do mundo. Precisa ser valorizado como tal. É preciso ser coordenado, dirigido, direcionado não por burocratas e empresários que pensam a informação como mercadoria, mas por aqueles profissionais que labutam, todos os dias, por uma mídia que respeite os direitos das pessoas. A maior transformação vai ser quando a própria categoria se politizar e conscientizar e o Estado também se ocupar da defesa da profissão.


!["Para ser democrática, [a mídia] precisa estar ecoando todas as vozes que foram historicamente silenciadas"](https://static.wixstatic.com/media/8b68bb_49eafadd395b4b3b91f6f2a18344ff74~mv2.jpg/v1/fill/w_980,h_939,al_c,q_85,usm_0.66_1.00_0.01,enc_avif,quality_auto/8b68bb_49eafadd395b4b3b91f6f2a18344ff74~mv2.jpg)

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