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"O jornalismo é a melhor profissão do mundo. Precisa ser valorizado como tal. É preciso ser coordenado, dirigido, direcionado, não por burocratas e empresários que pensam a informação como mercadoria"


Ping-Pong com a jornalista Ana Veloso 

 

Jornalista, professora da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e pesquisadora nas áreas de radiodifusão, comunicação pública e estudos antirracistas, Ana Veloso Possui graduação em Jornalismo pela Universidade Católica de Pernambuco, mestrado e doutorado em Comunicação pelo Programa de Pós-Graduação em Comunicação (PPGCom/UFPE). Atuou no Conselho Curador da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), é sócia do Centro das Mulheres do Cabo e coordena a Rede Internacional de Jornalistas e Comunicadoras com Visão de Gênero e Raça/Brasil. Desenvolve pesquisas sobre jornalismo e comunicação antirracista, relações étnico-raciais, políticas de comunicação, cidadania, feminismo e direitos humanos. 

 

Em entrevista no formato ping-pong, Ana responde questões acerca da sua trajetória profissional e áreas que milita: 

 

 

 

  • Vitor: O que te levou a escolher o Jornalismo como área de formação? 

 

Ana: A minha disposição para a leitura e a escrita. Além da curiosidade e a vontade de investigar. 

 

  • Vitor: Qual foi o principal impacto do mestrado e doutorado no PPGCOM/UFPE na sua visão sobre comunicação? 

 

Ana: O impacto foi enorme. Me descobrir além de jornalista/pesquisadora foi muito importante para a minha carreira de docente. Um divisor de águas quanto à qualificação e fortalecimento da base teórica e visão crítica de mundo. 

 

  • Vitor: O que significa, para você, coordenar a Rede Internacional de Jornalistas e Comunicadoras com Visão de Gênero e Raça/Brasil? 

 

Ana: A Rede é muito importante para a mobilização de profissionais do setor quanto à defesa dos seus direitos. 

 

  • Vitor: O que mais te motiva nas pesquisas sobre feminismo, cidadania e comunicação pública? 

 

Ana: A vontade de investigar as dimensões das discriminações e opressões que as mulheres ainda enfrentam no campo da comunicação me movem aos estudos e pesquisas. Inclusive, para ajudar com os debates e formulações de políticas para o enfrentamento às opressões. 

  • Vitor: Que transformações você considera mais urgentes no jornalismo brasileiro hoje? 

 

Ana: O jornalismo é a melhor profissão do mundo. Precisa ser valorizado como tal. É preciso ser coordenado, dirigido, direcionado não por burocratas e empresários que pensam a informação como mercadoria, mas por aqueles profissionais que labutam, todos os dias, por uma mídia que respeite os direitos das pessoas. A maior transformação vai ser quando a própria categoria se politizar e conscientizar e o Estado também se ocupar da defesa da profissão. 

 

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