"Acredito na cultura como força motriz de um país. Ela caminha junto com a saúde, a educação e a segurança pública."
- OIU

- 2 de dez. de 2025
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Entrevista ping-pong com a jornalista, produtora audiovisual e militante cultural Carol Vergolino
Carol Vergolino é jornalista, produtora audiovisual e militante cultural pernambucana que une arte e política em sua trajetória. Integrante da Mandata Coletiva Juntas, primeira experiência do tipo em Pernambuco eleita pelo PSOL, ela se destacou na defesa da cultura, do feminismo, do antirracismo e da democratização da comunicação. No audiovisual, vê o cinema como ferramenta de transformação social e aposta na ampliação do acesso à produção cultural, acreditando que a verdadeira mudança acontece quando mais pessoas têm voz para contar suas próprias histórias.
Em entrevista no formato ping-pong, Carol responde questões acerca da sua trajetória profissional e áreas que milita:
Vitor: Quais pautas você pretende priorizar caso volte a ocupar um cargo público?
Carol: Eu não pretendo ocupar cargo público novamente.
Vitor: Para você, o que significa, na prática, democratizar os meios de comunicação?
Carol: Significa garantir o acesso amplo e diverso à produção e ao consumo de conteúdos informativos, culturais e educativos. Na prática, isso envolve investir em políticas públicas que promovam a pluralidade de vozes, incentivem a criação de mídias comunitárias e independentes, e assegurem que diferentes grupos sociais, especialmente os historicamente marginalizados, tenham condições de narrar suas próprias histórias.
Vitor: Que desafios as mulheres enfrentam na produção cultural e audiovisual em Pernambuco?
Carol: Desigualdades estruturais. Por muito tempo, apenas cerca de 17% dos filmes brasileiros eram dirigidos por mulheres, o que evidencia um apagamento sistemático de suas vozes e visões de mundo.
Vitor: O que te levou a ver o cinema e a comunicação como ferramentas de transformação social?
Carol: Acredito na cultura como força motriz de um país. Ela caminha junto com a saúde, a educação e a segurança pública. O cinema constrói o imaginário coletivo, é um ato político, um gesto de criação e resistência.
Vitor: Você é uma das produtoras da série " Cantos Delas", explique mais sobre essa série?
Carol: Produzi a série e também assino o argumento. Contar a história de mulheres potentes, ativistas que transformam suas realidades com coragem e sensibilidade, através do olhar de artistas mulheres, é algo que acredito ser profundamente transformador.


!["Para ser democrática, [a mídia] precisa estar ecoando todas as vozes que foram historicamente silenciadas"](https://static.wixstatic.com/media/8b68bb_49eafadd395b4b3b91f6f2a18344ff74~mv2.jpg/v1/fill/w_980,h_939,al_c,q_85,usm_0.66_1.00_0.01,enc_avif,quality_auto/8b68bb_49eafadd395b4b3b91f6f2a18344ff74~mv2.jpg)

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